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agosto 20, 2026A cesta básica ficou mais barata em 26 das 27 capitais brasileiras em julho, reduzindo a pressão sobre o orçamento dos trabalhadores. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento acompanha os preços de alimentos essenciais à mesa dos brasileiros, como arroz, feijão, pão francês, carne, leite, tomate, batata, café e açúcar.
A queda de julho trouxe uma melhora imediata para as famílias. O trabalhador precisou dedicar, em média, 100 horas e 24 minutos de trabalho para comprar a cesta. Em junho, eram 105 horas e 51 minutos.
Depois do desconto da contribuição previdenciária, a alimentação básica consumiu 49,34% do salário mínimo líquido. No mês anterior, esse percentual havia sido de 52,02%.
As maiores reduções em julho ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%) e Belo Horizonte (-7,44%). São Luís foi a única capital onde a cesta ficou mais cara, com alta de 0,30%.
Mesmo com a redução, São Paulo continuou apresentando a cesta mais cara, com R$ 915,01. Na sequência ficaram Cuiabá, com R$ 881,27, e Florianópolis, com R$ 860,73.
Os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60) e Natal (R$ 631,51).
Salário mínimo necessário chega a R$ 7.687
A diferença entre o custo dos alimentos e a renda disponível também aparece no cálculo do salário mínimo necessário feito pelo DIEESE.
Em julho, o valor estimado para uma família de quatro pessoas foi de R$ 7.687,01. O montante corresponde a 4,74 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00.




